Estranhos dias estes lá fora do convento. Parece que por todo o lado as festas se multiplicam. As festas dos amigos, as das empresas, as festas da pinha e dos pimbas, as festas dos comunistas e outros crentes, como os socialistas por exemplo em romagem ao Porto, sabe-se lá porquê.Nós, irmãs, na clausura voluntária que nos protege desse mundo louco, não vemos razão para tanta festa. Parece no entanto que nem todos vêem da festa com a mesma disposição. É tão comovente ver os pais e mães que parecem não distinguir um Vassalo de um Principe a brincarem ás monarquias, empenhando (se) recursos consideraveis para que os seus rebentos possam ser reis por um dia. Deve ser qualquer coisa de estranho que se apodera das pessoas, assim como se o mais importante fosse na verdade ser pai/mãe do rei/rainha, e apenas dessa forma poder reconhecer valor aos seus filhos.
Parece até ser verdade para outras casas menos católicas, como as comunistas por exemplo.Da festa de aniversário lá para o lado das Alcaçovas, disse-nos o vento que passa que os princepes pretendentes não ficaram contentes com os resultados, que o povo afinal ainda quer ter voz (apesar de já não ser quem mais ordena), e que se podem estar a aproximar dias mais negros do que os PAPAS do comunismo cá do Concelho parecem desejar.
Por cá no convento, vamos continuar a tentar perceber o que vai acontecer. Com muita fé. No Futuro.
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